Os setores de Óleo & Gás (O&G) e Energia no Brasil e na América Latina atravessam um dos momentos mais estratégicos de sua história. Impulsionado pelo pré-sal, o Brasil consolida-se como um dos grandes produtores globais, enquanto a região latino-americana lidera o crescimento da produção mundial. Ao mesmo tempo, o setor passa por uma profunda transformação, marcada por investimentos robustos, avanço da digitalização e pela necessidade urgente de conciliar a exploração de hidrocarbonetos com a transição para fontes renováveis de energia.
Nesse cenário de oportunidades e desafios, o engenheiro eletricista Marcos Aires surge como uma das principais vozes do setor. Com mais de 20 anos de experiência em Óleo & Gás e Energia, MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e certificação pelo Project Management Institute (PMI), Marcos construiu uma carreira sólida liderando operações complexas, projetos de grande escala e equipes multifuncionais em ambientes multinacionais.
Segundo ele, apesar do ritmo acelerado de crescimento, o setor enfrenta um obstáculo crítico: a falta de mão de obra qualificada. “O crescimento acelerado enfrenta um desafio central, que é a escassez de profissionais qualificados, com um déficit estimado de mais de 5,1 mil técnicos no setor”, alerta.
Para Marcos Aires, a expansão brasileira representa uma oportunidade histórica, mas que exige planejamento estratégico e visão de longo prazo. “O Brasil está diante de um ciclo de crescimento sem precedentes, mas sem profissionais capacitados, corremos o risco de não conseguir atender à demanda do mercado”, afirma. Ele ressalta que o descompasso entre vagas disponíveis e profissionais preparados pode comprometer prazos, eficiência e competitividade.
Ao longo da carreira, Marcos acumulou experiências em posições de destaque em empresas globais como Rolls-Royce Energy e Baker Hughes, além de receber prêmios de Excelência em Gerenciamento de Projetos, reforçando sua reputação em excelência operacional e no desenvolvimento de pessoas. Essa trajetória o coloca em posição privilegiada para analisar os rumos da indústria, especialmente em um momento em que a transição energética e a consolidação do setor exigem maior integração tecnológica, digitalização e inovação.
Outro ponto destacado por Marcos Aires é a necessidade de repensar estratégias de atração e retenção de talentos. Para ele, salários competitivos já não são suficientes. “Para reter profissionais, é preciso oferecer mais do que remuneração, precisamos criar ambientes de aprendizado contínuo, inovação e reconhecimento”, defende.
À medida que o Brasil se aproxima de recordes históricos de produção, a liderança de profissionais experientes torna-se ainda mais relevante. Marcos reforça que o futuro do setor depende do equilíbrio entre expansão, qualificação da força de trabalho e adoção de novas tecnologias. “A principal barreira hoje é a falta de uma estratégia eficaz de formação de novos profissionais, o que cria um paradoxo de vagas em alta e candidatos em falta”, conclui, destacando que empresas já começam a ajustar políticas de contratação, salários e benefícios para atrair talentos reais.
Em meio a grandes investimentos e perspectivas otimistas, Marcos Aires sintetiza o momento do setor: o verdadeiro preparo não está apenas no capital investido, mas na capacidade de navegar com sucesso entre a continuidade da produção de hidrocarbonetos e a urgência de uma transição energética sustentável, eficiente e integrada.
